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Pastoral da Ação Social e Saúde Pastoral da Comunicação - PASCOM Pastoral do Dízimo Pastoral da Terceira Idade
Pastoral da Ação Social e Saúde
 
     
         
   

Havia o anseio de alguns paroquianos em criarem a Pastoral do Menor. Diante disso, Pe. Nunes decidiu apoiar a criação desta Pastoral, tendo sido realizada a primeira reunião em março de 1993.
Esta primeira reunião contou com a presença do próprio pároco. Estavam também presentes George e Rosário, Marcos e Socorro, Clóvis Júnior e Isabela Gurgel, dentre outras.

A coordenação da Pastoral foi confiada pelo Pároco ao casal George e Rosário. Já na primeira reunião, a Pastoral resolveu escolher uma comunidade carente, situada nas proximidades de Ponta Negra, onde deveria atuar.
Foi feita uma visita à referida comunidade, porém, dias após, alguns agentes tomaram conhecimento de que havia uma comunidade bem mais carente e próxima a nossa paróquia, onde poderia ser desenvolvido o trabalho.

A Pastoral fez uma visita a essa comunidade e, por unanimidade, resolveu atuar no lugar conhecido como “Favela Cidade do Sol”. Surgiram, a partir daí, propostas sobre o que deveria ser realizado naquela comunidade. Verificou-se que as propostas da CNBB e da Arquidiocese sobre o trabalho a ser desenvolvido por uma Pastoral do Menor não coincidiam com a proposta da Pastoral. Daí surgiu a necessidade de modificar o nome da Pastoral.

Como se estava vivendo a Campanha da Fraternidade, em 1993, cujo lema era “Onde Moras?” e abordava a questão da falta de moradia no país, surgiu a idéia de chamar Pastoral da Moradia, porém essa proposta não foi aceita por se tratar de um assunto bastante complexo. A meta era, em suma, evangelizar. Levar a palavra de Deus àquela comunidade.
Com o passar do tempo, em maio de 1993, a Pastoral recebeu a visita de uma jovem da Paróquia de Santa Terezinha, que realizava um trabalho parecido com o que ali era efetuado, sugerindo que a mesma fosse chamada de Pastoral Missionária. O nome foi aceito, pois o objetivo da Pastoral era mesmo missionário.

O trabalho foi levado adiante, fazendo constantes visitas à favela, e contando-se com o apoio dos jovens da paróquia. Além das leituras bíblicas, havia apresentação de peças teatrais abordando temas bíblicos ou temas diversos de conscientização, como higiene pessoal e coletiva, respeito ao cidadão, entre outros. A Pastoral ficou conhecida pelas crianças do local por “pessoal da formiguinha”, por causa de uma música que era cantada com elas.

Em junho daquele mesmo ano, foi realizado o “São João” da comunidade, com quadrilhas e comidas típicas. Um dos aspectos bastante positivos foi que aquela comunidade se mobilizou na limpeza e ornamentação do local para o evento.
Começou-se a perceber que, apesar do trabalho ser importante, algo mais precisava ser feito. Não bastava apenas levar a palavra de forma teórica, mas intensificar o trabalho de conscientização, que já existia. A meta não era oferecer assistencialismo material e, sim, a partir do conhecimento de que existia um programa da Prefeitura chamado “Sopão”, que distribuía sopa às comunidades carentes, despertar nos moradores da favela o interesse na busca por aquele direito. A pastoral entrou em contato com a Prefeitura, para saber o procedimento a ser tomado para que a comunidade pudesse ser beneficiada com o programa, e descobriu que era preciso ter um fogão na comunidade, pois só era doado o material da sopa. Foi realizado, então, um balaio junino, destinado a arrecadar dinheiro para a aquisição do fogão. Outra grande realização foi a doação de filtros à comunidade, pela hoje extinta LBA — Legião Brasileira de Assistência —, com a intermediação da Pastoral.
 
Em relação ao trabalho de Evangelização, foi realizado em dezembro de 1993, o batismo de várias crianças da comunidade, cuja preparação dos pais e padrinhos foi feita por Lizete Noronha, agente da Pastoral.
No mesmo mês, a Pastoral promoveu uma campanha de incentivo à adoção, sugerindo a algumas famílias da paróquia acolher, no Natal, uma criança em sua casa. Foram escolhidas as crianças da Creche Menino Jesus. O trabalho, todavia, não atingiu o objetivo, pois apesar de terem surgido muitas famílias para acolher as crianças durante o Natal, não se realizou nenhuma adoção.

Houve, em julho de 1994, um trabalho de combate aos piolhos dos moradores da favela, sob a orientação da Dra. Lúcia Rocha, também agente da Pastoral.
A partir de agosto de 1994, foram realizados mais trabalhos na área da saúde, com o grande apoio da então Pastoral da Saúde (que era autônoma).

Na Assembléia Pastoral de 1995, em Emaús, foi constatado um problema: a Pastoral estava atuando em uma área que não era a da Pastoral Missionária, pois o trabalho não estava sendo tão somente de evangelização. A proposta da Pastoral Missionária da Arquidiocese não entrava no campo social da forma como estava se realizando. Os trabalhos sociais surgiram da grande carência que era observada naquela comunidade. Então, mais uma vez, foi modificado o nome da Pastoral para Pastoral da Ação Social.

Fazia-se necessário elaborar uma linha de trabalho, com metas delimitadas para a atuação da Pastoral. Na Assembléia, não foi possível apresentar as metas para 1995, já que era preciso consultar a Arquidiocese para receber uma melhor orientação a respeito da Ação Social da Igreja. A Sra. Lúcia apresentou o quadro das pastorais que atuavam no campo social, envolvendo as pastorais do Menor, da Criança, Doméstica, Carcerária e outras.

Foi observado que não era trabalho para uma pastoral apenas, mas para várias. O grupo se reuniu e decidiu que, em princípio, deveríamos escolher uma das linhas, mesmo que a pastoral ficasse com o nome genérico de Ação Social. Com o passar do tempo, seria possível verificar quais as necessidades da Paróquia, podendo modificar a linha de atuação, de acordo com o contexto social a cada época, sem que fosse necessário modificar o nome da pastoral.

Ainda era preciso delimitar qual seria a atuação naquele momento. Depois de diversas sugestões, foi resolvido atuar dentro dos limites da paróquia, não mais exercendo atividades na favela Cidade do Sol. Decidiu-se, então, realizar um trabalho com as empregadas domésticas da Paróquia. O objetivo era abrir espaço para elas nas atividades paroquiais realizadas pelos diversos grupos, como o ECC, SEGUE-ME, JUNE e as próprias pastorais.

Dando prosseguimento ao trabalho, foi feito contato com profissionais da área, na Paróquia, para que elas participassem de um encontro, em nível de Arquidiocese, próprio para a categoria. O encontro se realizou na casa Santa Zita e teve uma participação considerável de empregadas domésticas. O evento tinha por objetivo conscientizar as profissionais sobre os seus direitos. Além das freiras, o trabalho contava com a ajuda de algumas assistentes sociais voluntárias.
Ainda em 1995, foi realizado um encontro com as empregadas, mas apenas direcionado às profissionais da Paróquia, com o objetivo de expor para elas quais as metas da Pastoral da Ação Social. Nesse mesmo ano, houve a mudança da coordenação, que foi entregue ao casal Fernando e Sânzia.

No ano de 1995, a paróquia realizou seu VI ECC (Encontro de Casais com Cristo). Um dos círculos percebeu que não existia em Neópolis a Pastoral da Saúde. A Pastoral iniciou sua ação neste mesmo ano, sob a coordenação do casal Segundo e Magna, à frente de um grupo formado por mais seis casais.

Esta Pastoral surgiu com o objetivo de promover o bem estar social, mental e físico dos mais necessitados, sejam crianças, jovens ou adultos.
Eram realizadas campanhas de doação de medicamentos e material hospitalar para atender a necessidades de unidades carentes, como o Hospital Giselda Trigueiro, Hospital Infantil, entre outros. Realizava-se também atendimento em consultórios, com a colaboração dos profissionais de saúde da paróquia; visitas a enfermos, tanto em suas residências como em hospitais, com o objetivo de levar o conforto espiritual através da Palavra de Deus. Nesse trabalho foi fundamental a adesão da Legião de Maria, da Renovação Carismática Católica e dos jovens do SEGUE-ME e JUNE. Além do trabalho de evangelização e assistência espiritual realizado pelos legionários, era celebrada mensalmente a Santa Missa pelo Pe. Nunes.

Um outro trabalho, realizado na Penitenciária João Chaves, consistia na reflexão de textos bíblicos, celebrações na Páscoa e no Natal, além das campanhas para aquisição de roupas a serem doadas. Também foi conseguido um curso de corte e costura para detentas.

Em 1996, a Pastoral voltou a atuar na Favela Cidade do Sol. Paralelo ao trabalho realizado pela Pastoral da Ação Social, era realizado um trabalho muito semelhante pela Pastoral da Saúde. As ações, como campanhas de aplicação de flúor e doação de escovas de dentes, passaram a ser realizadas em conjunto. Em 1998, as duas pastorais foram unificadas, passando a se chamar Pastoral da Ação Social e Saúde, sendo coordenada pelo casal Alfredo e Nena. A partir de 2001, passou a ser coordenada pelo casal Canindé e Marta. Neste período, dentre os momentos mais marcantes da Pastoral, destacaram-se:

•   Dia da Saúde
•   Natal das crianças no Hospital Varela Santiago
•   Natal das crianças da creche de Neópolis
•   Campanha para desempregados
•   Visitas à creche Tia Deusa, no dia das crianças
•   Visitas às penitenciárias João Chaves e Alcaçuz
•   Distribuição de cesta básica às famílias carentes da comunidade.

A Pastoral, por solicitação de Padre Nunes, assume a Comunidade de Pium de Cima, situada no município de São José de Mipibu, unindo-se a um grupo de agentes, coordenado por Mendes (in memoriam) e Gilvanete, que já haviam iniciado um trabalho de assistência social e evangelização naquela localidade. Tornava-se necessária a construção de um centro social, que viesse a ser sede de todo o trabalho realizado naquela localidade.

Iniciou-se uma campanha para a construção do centro social. Durante a festa da Padroeira de Neópolis, em 2006, com doações da comunidade, organizou-se um bazar, que depois se tornou permanente cuja renda era revertida para esse fim.

A construção do Centro Social Nossa Senhora Aparecida, na Comunidade de Pium de Cima, é resultado de um sonho acalentado durante alguns anos pela Pastoral da Ação Social e Saúde. O projeto foi idealizado durante a coordenação do casal Dionísio e Dalvanira e Conceição. O projeto arquitetônico foi elaborado pela arquiteta Rosana Maria Soares Diniz Gomes, o desenho foi de Francisco Canindé Pinheiro da Costa e o engenheiro responsável foi Emanuel Marques Dantas. A obra foi erguida graças aos esforços dos agentes dessa Pastoral, através de doações de material de construção, barracas de vendas de comidas típicas e a realização do bazar que, aos sábados, se deslocava para a feira de São José de Mipibu.
O diretor espiritual Padre Nunes, durante todo o tempo, apoiou o empreendimento. A mão de obra da construção do Centro Social foi disponibilizada através de parceria firmada com a Prefeitura de São José de Mipibu. Durante o ano de 2007, as pastorais, movimentos e serviços estiveram unidos, envidando esforços no intuito de acelerar os trabalhos para a conclusão do projeto que contribuirá em muito para a construção do Reino de Deus.

No dia 29 de setembro de 2007, às 16 horas, foi inaugurado o Recanto Nossa Senhora Aparecida, na Comunidade de Pium de Cima. Na solenidade estiveram presentes a prefeita de São José de Mipibu, a senhora Norma Ferreira Caldas, o Padre Nunes e agentes da Pastoral da Ação Social e Saúde, assim como um número de agentes das demais pastorais, movimentos e serviços. Padre Nunes entronizou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, abençoou o local e falou à comunidade, ressaltando que o espaço é um centro de evangelização onde todos terão a oportunidade de crescer na fé.
Durante o período da construção do Centro Social em Pium de Cima, a Pastoral da Ação Social e Saúde foi coordenada por Conceição Ribeiro, e pelos casais Dionísio e Dalvanira, Leôncio e Leda. Atualmente é coordenada por Conceição Ribeiro e pelo casal Aélio e Wlana.

A Pastoral da Ação Social e Saúde continua seu trabalho, pensando no bem-estar dos mais necessitados, arrecadando doações para atender às instituições e à comunidade por ela assistida. Permanece o bazar, como forma de arrecadação, e também as campanhas nas missas, com oração de cura e libertação.

 

 

 

 
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